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IPStartupWeek em movimento

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O quarto dia do IPStartupWeek começou com pontes de esparguete e produção de gomas. Para o final, ficou reservada a visita ao sítio onde os golfinhos são residentes.  

Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTB/IPS), os participantes começaram por encontrar cerca de 200 gramas de esparguete, uma tesoura, um rolo e uma pistola de cola. O objetivo: construir uma ponte em 45 minutos. Conforme explicou Raquel Barreira, docente da secção de Matemática, “não é muito tempo, mas conseguem, se trabalharem em equipa”. 

Apresentando alguns conceitos-chave como as “treliças”, Raquel Barreira revelou que existem competições internacionais que cumprem este mesmo objetivo e onde “são construídas pontes que, com um quilo de esparguete, suportam meia tonelada”. No final, as pontes recém-erguidas foram testadas para que fosse encontrada a mais resistente. 

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Simultaneamente, nos laboratórios de química da ESTB/IPS, os participantes receberam um outro desafio: cumprir uma gincana laboratorial composta por seis estações de trabalho. Segundo Marta Justino, docente da secção de química e biotecnologia, os exercícios tiveram o objetivo de, “dentro do tempo limitado, mostra um lado lúdico da ciência, sem se afastar dos conceitos fundamentais da química e da biologia”. 

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Desta forma, os participantes produziram gomas, encheram balões através da mistura de reagentes, criaram fios de nylon, aplicaram DNA em gel, contaram microrganismos e escreveram mensagens secretas. Tudo no sentido de, segundo Marta Justino, “fomentar a criatividade e o espírito de equipa, numa lógica de competição – conceitos muito ligados ao espírito empreendedor”. 

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No final, realizou-se ainda uma palestra sobre engenharia civil, onde o docente Pedro Neto explicou o contexto evolutivo desta área do saber, nomeadamente face às consequências da crise económica. “A engenharia civil é hoje, mais do que nunca, uma das melhores opções no Ensino Superior”, realçou. 

O Museu que é fábrica e mercearia
A visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometi começou no miradouro de S. Sebastião, com vista para a Arrábida e para a península de Troia. Explicando a relação da região “com a pesca e com o sal”, Leonor Soares realizou uma visita guiada pelos três espaços que compõem o museu: a mercearia Liberdade (transladada em 2001 para Setúbal), a coleção Mundo Rural de Michel Giacometi e ainda a exposição “A indústria Conserveira (da lota à lata)” (detalhando todos os passos de produção das antigas fábricas de conservas de Setúbal).

Leonor Soares realçou que este espaço, “ao valorizar o trabalho e contar com um exemplo de cada setor económico” – primário, secundário e terciário – constitui uma visita “muito positiva” para jovens integrados numa semana sobre empreendedorismo.

No estuário do Sado, há (cada vez mais) golfinhos
Em pleno estuário do Sado, com a Arrábida cada vez mais longe, os golfinhos aproximaram-se da embarcação e brindaram os tripulantes com a sua presença. Em mergulhos suaves e regulares, a comunidade surgiu em peso, exibindo toda a sua elegância natural. Os técnicos da empresa Vertigem Azul foram dando as devidas orientações: “Olhem ali, aquele está à caça. Viram aquele mais pequenino?”. 

A viagem pelo Sado foi precedida por uma explicação de uma das fundadoras da Vertigem Azul, hoje com 17 anos de existência. Segundo a empresária, o Sado tem a particularidade de possuir uma comunidade de golfinhos residente. “Apenas outros dois sítios na Europa possuem uma: um na Escócia e outro na Irlanda”.

Depois de uma explicação sobre as características dos golfinhos, nomeadamente quanto à sua relação com a região, a oradora relembrou que, depois de um período em que se registou uma queda no número de elementos da comunidade, hoje em dia, ela demonstra estabilidade e até crescimento. “Há oito anos atrás exisitam 22 golfinhos permanentes na comunidade – hoje em dia, são 28”.

Nas águas quase verdes do Sado, o sol vai-se colando ao horizonte, enquanto se vê ainda um último mergulho que, ao longe, até parece um adeus. A bordo do catamarã, um dos participantes do IPStartupWeek comenta a visita ao sítio onde os golfinhos são residentes: “parecia que estavam à nossa espera”.